Brasanitas

FM Debate – Cases estreia com participação do Grupo Brasanitas e NEOWRK/CI&T

Empresas apresentaram estratégias utilizadas para atuação em meio à pandemia de COVID-19

A Associação Brasileira de Facilities – ABRAFAC estreou nessa quinta-feira, 13 de agosto, o FM Debate – Cases. A série de webinares tem como objetivo promover a troca de experiências entre as empresas do setor de Facility Management, sobretudo em meio à pandemia de COVID-19. O segundo evento será realizado na próxima quinta-feira, dia 20 de agosto, às 18h30, com o case da Athié Wohnrath: Colégio São Luís – Arquitetura a serviço da geração aprendente. Inscreva-se aqui.

De acordo com Thiago Santana, presidente da ABRAFAC, o FM Debate – Cases é um desdobramento do FM Debate 360. Agora, após uma série de trocas de experiências sobre a atuação de empresas de Facility Management diante da pandemia, as companhias têm a oportunidade de compartilhar experiências pontuais ao longo da retomada.

“Aqui, os convidados vão compartilhar conhecimentos sobre como foi essa preparação para o ambiente industrial, trazer e compartilhar com todos vocês o desdobramento de muitas coisas que a gente tem para fazer, principalmente nesse cenário de retomada gradual das atividades em vários segmentos e várias frentes”, afirmou o presidente da associação.

Brasanitas

O primeiro case foi apresentado pelo Grupo Brasanitas. Na ocasião, foi detalhado como a tomadora de serviços Flextronics preparou os protocolos de combate ao coronavírus em parceria com o grupo.

O case foi apresentado por Carlos Alberto Ferreira, COO do Grupo Brasanitas. Na ocasião, o executivo apresentou os principais protocolos para a reabertura de indústrias, ressaltando que a empresa tomou medidas tanto para o início da pandemia quanto para o período de reabertura.

“É um prazer a gente estar presente em mais um FM Debate promovido pela ABRAFAC, dessa vez com uma experiência ímpar, trazendo um cliente para juntos dividirmos um benchmarking a respeito dos protocolos que foram feitos nas indústrias. Existem os protocolos que foram criados pela Brasanitas e protocolos especiais que foram feitos pela Flextronics. Mas o mais importante é a gente dividir com todos”, afirmou Ferreira.

Entre as medidas apresentadas pelo executivo estão a higienização, limpeza e desinfecção em diferentes instalações e superfícies. Ferreira detalhou que o grupo é referência em serviços de facilities na área da saúde, atuando em mais de 140 hospitais e 270 laboratórios e clínicas. Os protocolos aplicados, portanto, estão alinhados às exigências de órgãos reguladores, como a Anvisa, e certificações, como a ISO 9001.

Por sua vez, Fábio Remiro, Facilities Manager na Flextronics, detalhou as medidas tomadas para enfrentamento da COVID-19 na empresa. Entre elas estão o afastamento de pessoas de grupo de risco, trabalho em home office, distanciamento social, higienização de superfícies, aferição de temperatura corporal, uso de máscaras, acompanhamento médico, barreiras físicas, portas abertas, sinalizações, pesquisas e comunicação.

“Os aprendizados e o legado que isso vai deixar é reforçar as parcerias. Em um momento como esse, as parcerias entre as empresas e a troca de experiências têm muito valor a agregar e a gente aprender com tudo isso é o mais importante em nosso dia a dia”, afirmou Remiro.

Neowrk/CI&T

Em um segundo momento, foi a vez de a Neowrk/CI&T apresentar um case sobre “Retorno aos escritórios: itens práticos e importantes na gestão de mesas”. Nesse caso, a empresa foi representada por Flávio Pimentel, Head of Smart Workplace Experience.

“Esse assunto é totalmente relevante e a CI&T criou um braço, que é a Neowrk.com, para tratar sobre a gestão de workplace. O propósito é passar reflexões e aprendizados que tivemos nesse período. A gente optou por não trazer um cliente porque a situação é tão diversificada, relacionada à cultura e a uma variedade enorme de questões, que a gente optou por fazer uma coletânea sobre o assunto”, detalhou Pimentel.

Durante a apresentação do case, Pimentel apresentou um panorama do momento sobre gestão de mesas. Assim, foram detalhadas as mudanças causadas pela pandemia, como ampliação do uso do trabalho remoto, redução do escritório e maior uso do local de trabalho para encontros eventuais de times.

“A tendência, na ótica das pessoas, é de que o ‘novo normal’ seja voltar à rotina de sempre e que o escritório é que vai ter que mudar no sentido de disponibilidade de recursos. A gente nota que as pessoas acabam sentando juntas para trabalhar, por exemplo, e isso é um grande desafio para os gestores”, afirmou o executivo.

Na visão de Pimentel, porém, não adianta impor regra demais, porque pode gerar um conflito. Por outro lado, é preciso entender que o gestor deve voltar o olhar para a mudança de comportamento mediante a análise do workplace. O foco deve ser o perfil do colaborador, para que não sejam feitas exigências desalinhadas com o dia a dia da pessoa.

“O gestor não pode forçar uma barra que não seja real, porque os colaboradores precisam apresentar resultados para suas metas e fazer as entregas. Nesse contexto, a preservação de conceitos é um aliado e não podemos inverter a ordem natural das coisas. As pessoas vão buscar estar juntas com seus times, que é o normal. Ninguém vai para o escritório para acessar o Wi-Fi, o que pode ser feito em casa, portanto a disponibilidade de mesas tem planejamento e inteligência embutidos, não é um problema meramente quantitativo”, avaliou Pimentel.

Além disso, o executivo ressaltou que é importante não pensar que se trata de um problema de controle. Assim, segundo Pimentel, é preciso entender as necessidades de demanda de uso do ambiente de trabalho. Outro ponto enfatizado é que é preciso avaliar questões de produtividade antes de cortar custos operacionais com o ambiente de trabalho neste período, garantindo que os times não percam a coesão.

Por Jéssica Marques/Foco 21 Comunicação